Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quarta-feira, maio 27, 2009

Agora, que vem aí o Verão...


Hoje dei comigo a falar com um amigo sobre férias. Acontece que estamos os dois desempregados e, assim, o significado da palavra passou a ser algo absurdo. Dupla ou triplamente absurdo…
Se a palavra for articulada no singular, féria… significa salário, pagamento. Receber a féria, era um termo usado ainda não há muito tempo mas que, hoje, caiu no esquecimento.
No plural, férias… é o tempo durante o qual se interrompe a actividade quotidiana, seja a escola ou o trabalho. É tempo para descansar. Ir de férias é bom. A praia, os passeios, lugares novos, gente diferente, outros cheiros, sabores diferentes, sotaques, idiomas, preguiça.
Pois, nem féria nem férias.

5 comentários:

Fada do bosque disse...

Deixe lá, não desespere, é que aqui a fada está na mesma condição! Pior, como nunca trabalhou por conta de outrem e as encomendas vão de mal a pior, férias é coisa que nem sei bem, não fosse o Carlos a lembrar-me do assunto. Por outro lado é bom, porque, quem nunca teve, ou quase, também não sente a falta.
Quero é ver essa malta, que se empenhou até ao pescoço, para fazer todos os anos, férias à Rockfeller!... Esses sim estão em maus lençóis. Também quem lhes manda gastar o que não têem?
É a crise... toca a todos.

Dylan disse...

Melhores dias virão e para um jornalista da sua craveira certamente não será difícil.

Cumprimentos.

João José Pires disse...

Um país triste, sem rumo:
o que não aproveita o talento e potencialidade dos jovens e a experiência e sabedoria dos mais velhos.

Esta é a minha definição.

Grande abraço, Carlos e força!
João

NOTA: continue com esse humor trágico, é simplesmente sublime!
(agora ponho sempre NOTA e não PS vai-se lá saver porquê...)

CCF disse...

Vivendo anos a fio com esse fantasma, compreendo a sua angústia, às vezes tendo a vivê-la por antecipação. E para quem gosta do que faz e da profissão que escolheu, tudo é ainda mais difícil. Mas não desista, há que reeiventar o que sabemos e às vezes traçar novos rumos completamente diferentes. E a proximidade do mar traz sempre uma nova aragem, nem que seja as ondas mais próximas de casa.
~CC~

andrea disse...

Por falar nisso lembrei-me de que quando era miudo as férias eram de três meses, uau.
A minha filha com os seus quinze anos anda a contar os dias que faltam para terminar as aulas, eu também contava.
Afinal não passsou assim tanto tempo, ou será que passou mesmo e eu não dei conta?
Abraços.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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