Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, maio 07, 2009

Nada Simplex

Esta manhã, saí de casa para resolver dois assuntos. Tentar resolver…
Fui até à Direcção Geral do Ensino Superior, onde há quatro meses pedi um certificado de habilitações, porque a universidade onde estudei fechou por ordem do senhor ministro e ficou essa DGES de cumprir com as obrigações para com os antigos alunos da instituição em causa. Quatro meses e vários emails de protesto depois, lá fui preparado para uma peixeirada fosse com quem fosse. Cumpriu-se o vaticínio, logo que a senhora me disse que o meu requerimento “estava a ser analisado” saltou-me a tampa! Mas, é preciso dizê-lo… voltei de mãos a abanar. Continuo sem certificado de habilitações e sem saber quando o terei. A senhora apenas se comprometeu a dizer-me qualquer coisa durante a próxima semana. Razões para tamanha demora na prestação deste serviço: excesso de trabalho…
Montei na mota e fui até à Loja do Cidadão de Odivelas, para uma tarefa mais simples: obter um registo criminal. Hora e meia de espera e… a diligente funcionária não conseguiu imprimir o meu registo criminal. “Será que tem alguma coisa pendente?”, perguntou ela… “Basta uma multa, às vezes”, explicou perante a minha incredulidade.
Alternativas: esperar 12 dias pelo envio do documento pelo correio ou dirigir-me a uma das outras Lojas do Cidadão. Optei por ir e não esperar. Nas Laranjeiras, já não havia senhas de atendimento… e era meio-dia apenas. Meia-hora depois, o mesmo cenário nos Restauradores e o mesmo voltou a repetir-se na Expo. E é suposto que o registo criminal seja dado “na hora”, desde que o governo instaurou um modo simplex de fornecer serviços da responsabilidade do Estado.

3 comentários:

Andreiovsky disse...

É dessa parte que não sinto saudade de Lisboa, mas eu, como uma mulher do "campo", sou suspeita. Desprecio naturalmente o betão com odor a escape e as decorrentes faltas de atenção e excesso de pressa. Sempre gostei de ir para o Portugal mais ou menos profundo, Esposende, Ovar, Torres Vedras, Sta Clara a Velha, os chamados esquecidos. Mas, numa certa verdade, nas grandes cidades as pessoas são os verdadeiros esquecidos, foram tão esquecidos que que não mais se lembraram de si próprios. A vida é simples, né?

ALG disse...

Realmente vergonhoso!
Mas infelizmente, com o país entregue a esta corja de incompetentes não podemos esperar melhoras.

P.S. - pelo menos serviu para desfrutar, de um dos meus prazeres também, andar de mota! cumprimentos em "V".

Isabela Figueiredo disse...

Eu também acho que tens uma coisa pendente, mas é de carne. :)
Não lhe disseste?

AddThis

Bookmark and Share

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

Seguidores