Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, maio 28, 2009

Dona de casa


Cuidar da casa – tratar da roupa, confeccionar refeições, lavar loiça, tirar o pó, aspirar, arrumar a tralha espalhada pelos miúdos, dar banho ao bebé, levar os outros à escola, ir buscá-los, escutá-los, brincar com eles – é dose! Agora, que estou com tempo, sou eu quem trato disto tudo. Sempre gostei de cozinhar e de dar uma ajuda nas outras coisas, mas eram tarefas mais ou menos esporádicas e realizadas por afecto, não por necessidade, o que quer dizer que nem sempre ajudava muito… Mas agora posso garantir que elas têm razão, quando proclamam que boa parte da desigualdade de género advém da carga de trabalhos que as mulheres têm em casa, depois de uma jornada no emprego.

8 comentários:

Aprendiz Maçon disse...

è uma verdade, o meso se passa comigo.Isto de ser mais uma estatistica do desemprego faz com que dê-mos valor ao trabalho desenvolvido pelas mulheres.Confesso que a vida de ''doméstico'' não é nada facil.Um abraço Carlos, e vai dando noticias.

apre disse...

O trabalho doméstico ainda não é devidamente valorizado, infelizmente nem por grande parte das mulheres. Já ouvi um "senhor" dizer à boca cheia sobre a mulher "Nunca pôs um tostão em casa, mas ainda se acha no direito de ter opinião", como se o trabalho doméstico não valesse nada. Sugeri ao dito senhor que contratasse uma mulher-a-dias, uma cozinheira, uma ama, uma lavadeira, uma engomadeira, que logo veria quanto dinheiro a mulher dele tinha posto em casa...

Monica disse...

Pois espero que muito em breve, quando estiverem a trabalhar fora de casa, não se esqueçam desta fase das vossas vidas ... e continuem a colabora nas tarefas domésticas ... e não só por simpatia ...
Felicidades!!!

Fada do bosque disse...

Não há nada como ter um companheiro, que além de homem é Humano. Caso excepcional na nossa faixa etária...
Só desejava que todas as mulheres tivessem assim companheiros, que compreendendo, além da carga emotiva que temos por sermos mães e trabalhadoras, tentassem por todos os meios aliviar essa pressão, dividindo com um sorriso o trabalho dentro do lar. E que quando estamos cansadas, nos servem o jantar, orgulhosos por serem nossos companheiros, dão banho ao bébé, porque faz doer as costas enfim, pormenores de suma importancia. Considero-me pois priveligiada porque ainda hoje me leva diáriamente, o pequeno almoço á cama. Pois eu desejo que todas as mulheres se sintam num "pedestal", como o meu companheiro me pôs, achando sempre que não faz o suficiente por mim. Estes Homens, são divinos e se os outros que o não são, soubessem o quanto iriam ser amados e compensados por isso talvez metessem mãos á obra.

Dylan disse...

Já tenho sentido na pele isso...

Isabela Figueiredo disse...

Pois é.

Andreiovsky disse...

Antes tarde...

inominável disse...

só agora leio isto (ando a repor as leituras) e, ai ai ai, concordo com tudo...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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