Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sábado, janeiro 14, 2006

Paraguay 89, sem dinheiro não há palhaços

Cheguei a Asunción no dia 4 de Fevereiro de 1989, um dia depois de um golpe de estado que veio a destronar o ditador paraguaio Alfredo Stroessner. Nas ruas, o habitual aparato: patrulhas da tropa, barreiras a condicionar os movimentos da população, recolher obrigatório a partir de determinada hora, tensão.
Saímos do avião e logo, eu e um espantoso camarada de trabalho chamado Reinaldo Varela, estávamos a filmar e a entrevistar gente. Horas depois, editávamos a reportagem nas instalações da Tele 3, uma estação de televisão privada local. Telefonei para Lisboa, marcou-se satélite. À hora combinada, estava na central técnica da estação e quando fui introduzir a cassete com a reportagem na máquina que ia proceder ao envio das imagens pelo satélite, impediram-me de o fazer. Era o director financeiro da estação, com umas facturas por cobrar de alguém da RTP que tinha andado por ali, 7 ou 8 anos antes e a quem a Tele 3 tinha prestado serviços. Eram umas centenas de dólares que eu não tinha… todo o esforço e empenho no trabalho daquele dia acabavam de ir por água abaixo, por causa da incompetência de um burocrata da RTP.

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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