Tinha tomado um duche e esfregava as costas com a toalha. Entre as omoplatas tinha um furúnculo que me incomodava já há uns dias. A infecção tinha feito o furúnculo crescer e a pressão da toalha acabou por rebentá-lo. Fui ao hospital de campanha da tropa estacionada em Klina. O médico era um tipo bem disposto, com sotaque do Norte. Desinfectou a ferida, mas avisou logo que aquilo tinha de ser extraído.
No dia seguinte lá fui. Anestesia local, pinças e bisturi pelo buraco dentro, extracção do furúnculo. Ficou uma “cratera” na carne que foi fechada com linha de suturar. Uma semana depois tirei os pontos. Não ficou uma “renda” muito bonita, mas enfim… podia ter sido pior.

1 comentário:
O Alexandre Quintanilha, estes médicos... A sua vida é muito rica, porque encontra e conhece pessoas igualmente ricas.
Quanto ao furúnculo, não se preocupe. São muito mais interessantes umas costas marcadas, e pode sempre dizer que foi uma garra de leão, numa luta ímpar.
Tive, em tempos, na mão esquerda, sequelas de uma queimadura que fiz com óleo a ferver, estando a fritar rissóis. Parecia que uma garra a tinha rasgado, e eu costumava dizer isso, exactamente: fui atacada por um tigre esfomeado, em plena foresta. Dizia-o com um ar muito sério, e o respeito dos outros por aquilo sempre me impressionou.
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