Está a crescer a fúria dos muçulmanos por causa dos cartoons satíricos sobre o Profeta Maomé. Ao mesmo tempo, cresce a resistência ocidental para qualquer medida contemporizadora em relação à liberdade de expressão e de imprensa. Tudo junto, está a criar um ambiente municiador de violência, um pouco por todo o lado.

Os desenhos foram publicados, primeiro, num jornal
dinamarquês e, mais tarde, apareceram em jornais da Noruega, França,
Alemanha e Espanha.

Os desenhos são unanimemente considerados uma afronta, no conjunto dos países islâmicos.

Estas ondas de fúria clerical não são, de resto, novidade. Lembrem-se de Salman Rushdie, autor dos Versículos Satânicos, que teve de viver escondido anos a fio, porque tinha pendente uma sentença de um tribunal islâmico que o condenava à morte… e lembrem-se de Theo Van Gogh, o realizador de cinema holandês, autor de um filme sobre violência exercida sobre mulheres nos países islâmicos, que foi morto por um militante islâmico radical…

As manifestações de hoje deram a volta ao Mundo. De Londres a Jakarta. Mas, por enquanto, a violência ainda não passou de gritos das multidões, de bandeiras queimadas e de umas pedradas contra embaixadas de países europeus. Mas são, notoriamente, manifestações só de homens… e a ausência de mulheres é a demonstração do deficit democrático destas sociedades…

Nessas manifestações têm aparecido muitos cartazes contra o exercício da liberdade de expressão. Cada um desses cartazes é um “tiro no pé” das causas islâmicas. Mesmo os europeus mais sensíveis aos argumentos políticos dos islâmicos se afastam deles, quando se põem em causa princípios fundamentais como são a liberdade de expressão e de imprensa.
2 comentários:
penso que estão a desrespeitar a liberdade religiosa. o pior é os métodos do protesto.
são 15 desenhos, todos caricaturando comnportamentos, embora tenham uma figura atribuída a Moamé...
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