Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Congo, 2001 - A Expedição, os cientistas

Encontrar uma população de gorilas isolada há milénios seria como observar o passado longínquo do planeta e dos seus habitantes. Gorilas, chimpanzés, orangotangos e humanos têm, algures, um antepassado comum que ninguém sabe bem como era. Esta hipotética população de gorilas poderia ser esse antepassado comum, ao vivo e a cores. Qualquer coisa tão tentadora que conseguiu trazer um importante grupo científico, jamais reunido numa única expedição, num território em guerra civil e sem qualquer hipótese de fuga em caso de emergência…
Aqui estão os seis cientistas, um por um…
George Schaller, biólogo norte-americano, já foi estrela de televisão em documentários do National Geografic. Ele foi um dos primeiros biólogos a estudar a vida dos gorilas e a escrever livros sobre o tema. Ronda os 70 anos e, hoje, é uma das pessoas que decidem onde o Fundo Mundial da Vida Selvagem (WWF) gasta, anualmente, os milhões de dólares que destina para a protecção e conservação da vida selvagem.

George Schaller

Tom Butinski, biólogo norte-americano, investigador patrocinado pelo Jardim Zoológico de Nova Iorque. É considerado um dos grandes peritos mundiais em primatas e pássaros.

Tom Butinski

Esteban Sarmiento nasceu na Argentina mas tem a nacionalidade norte-americana. Trabalha no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. Vive rodeado de peles, caveiras e ossos de animais selvagens. Consegue reconhecer qualquer animal a partir do osso mais insignificante ou de um mero tufo de pêlos. Boa parte do sucesso da expedição poderia passar por ele, se os vestígios encontrados fossem suficientes para definir o animal que os deixou.

Esteban Sarmiento

Jonas Eriksson era ainda um jovem estudante de mestrado no famoso Instituto Max Planck, em Leipzig, na Alemanha. Passará por ele o futuro das investigações que a expedição estava, então, apenas a iniciar. Jonas é sueco, mas cresceu no Congo e fala lingala, um dos idiomas nacionais deste país, pelo que consegue comunicar e interagir com grande facilidade com a população local.

Jonas Eriksson

Christophe Boesch é suíço e um dos principais investigadores do maior instituto de investigação científica da Alemanha, o Instituto Max Planck, onde se estuda a evolução animal. Christophe Boesch

Richard Wrangham é um biólogo inglês, especialista em comportamento de primatas, professor na célebre Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Richard Wrangham

Estes cientistas caminharam muitas centenas de quilómetros, ao longo de mês e meio. Penetraram fundo na floresta tropical do Makulungo, tal como a baptizaram os Azande. Seguiram trilhos de animais selvagens, estudaram os vestígios que deixavam: pegadas, restos de comida, fezes, locais de pernoita. Vasculharam nas lixeiras das aldeias, para verem do que se alimentavam as populações humanas. Se o gorila existisse, algum sinal haveria de deixar.

6 comentários:

da. disse...

...desde criança que me perco em sonhos com essa ideia...de encontrar gorilas perdidos num não-lugar qualquer..e o que eu daria para que este meu estranho sonho se tivesse efectivado...o que ocultará o olhar destes animais tão magníficos?...

Isabel-F. disse...

...são fascinantes os primatas...

CN disse...

a vida... pode ser fascinante.

dakidali disse...

Como deve ser boa a vida dessa gente. Desbravar, descobrir, aprender e depois in(formar).
Beijinhos
Teresa

joao duarte in Moscow disse...

Carlão!!!

Só nos podemos descrever o que passamos nessa expediçao no Congo....Foi magnifica!!!
Saudades do cameraman que te acompanhou desde Moscovo...

Abraços
Joao duarte

CN disse...

Jay Di, JD, Johnny!!! Granda maluco, pá. Agasalha-te, rapaz. Cuidado com o frio...

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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