Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Nada presta...

Juro que não ando à procura de um bode espiatório… mas os responsáveis pela Escola EB 2/3 Ramalho Ortigão, do Porto, precisam de rever urgentemente os métodos pedagógicos e o acompanhamento que a escola presta aos alunos que a frequentam… alguma coisa de muito errado deverá existir numa escola frequentada por 12 rapazes que mataram à pancada um sem-abrigo…
A escola em questão é o elo comum aos doze... e se as famílias de uns e as instituições em que outros estão depositados também têm, com toda a certeza, graves responsabilidades na má formação destes jovens, essa escola também não presta!

7 comentários:

lusoblogger disse...

Queixam-se os professores...
Queixam-se os pais...
Queixam-se os educadores...
Queixam-se os alunos...
As gerações passam e cada vez mais se (de)forma o nosso futuro!

Sony Hari disse...

Nem queria acreditar quando ouvi a notícia hoje de manhã na TSF. O meu avô é que tem razão quando diz que o fim do mundo já se instalou.

Armando S. Sousa disse...

Sinceramente não sei o que dizer tal é a violência do acto.
Os brandos costumes é coisa que está a desaparecer deste país.
Um abraço

Isabela disse...

A escola não tem poder. Não pode fazer nada. Aos professores foi, há muito, roubada legitimidade para ensinar e educar. Seria bom que cada cidadão passasse um dia dentro de uma escola normal, não naquelas de 300 alunos, à Lapa, mas uma escola a sério, uma escola real; assistir às aulas, passear pelos recreios e tentar sobreviver. Porque, muitas vezes, trata-se de sobreviver. Olha-se à volta, respira-se impotente e fundamente, e pensa-se, "que pássaros tão feridos!"
A boa vontade deixou de chegar. A tolerância. Esses ideais todos, e tão bonitos, que defendo.
A escola não pode fazer melhor, não vai fazer melhor. Porque a escola não chega, não tem poder. A situação é muito grave. Tão grave quanto o que aconteceu, e que, chocando-me, não me surpreende, acredita.

Arnaldo Madureira disse...

A escola Ramalho Ortigão é igual às outras. O problema é esse, as escolas são todas iguais. Nenhuma escola é autorizada a ser diferente das outras. Por isso, nenhuma escola é responsabilizada, nem pode ser, pelas pessoas que por lá passam.
As escolas são todas más - umas, são piores do que outras. Nenhuma escola presta. Quem duvidar, faça o que a Isabela disse: passe um dia numa escola. Não aguentará.
Alguma coisa se pode fazer - diferenciar, autonomizar, avaliar, responsabilizar. Fecha-se, trepassa-se e abre-se com nova gerência. Passará a haver algumas escolas melhores do que outras.

Sou professor.

albizzia disse...

Eu acho que isto não tem nada a ver com a escola. Tem a ver com passados gigantescos de miudos sem idade para ter passado. Há dias ouvia uma rapariga de 21 anos, adoptada aos 9 por um casal de super pais; não sabe nada dos pais biológicos, e foi criada por uma ama que a partir dos 3 anos a mandava para a rua pedir - era onde ela estava bem, já que em casa apanhava grandes sovas da ama quase sempre embriagada. Eu admiro-me é que uma pessoa que passe por isto venha a ser um cidadão equilibrado, não o contrário.

Isabel-F. disse...

Sem dúvida que devemos parar e pensar...
Como foi possível tanta violência, de parte de gente tão jovem???

Tem um bom fim de semana.
Bj

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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