Memórias de muitos anos de reportagens. Reflexões sobre o presente. Saudades das redacções. Histórias.
Hakuna mkate kwa freaks.











segunda-feira, março 20, 2006

Congo, 2001 - A Expedição, de mota

Ninguém conhece melhor a floresta e os animais que lá vivem do que os caçadores. Foi por isso que decidimos investigar as informações recolhidas na Bélgica, em casa de Paul van Keerkvoorde.
Paul van Keerkevoorde teve, nos anos 70, uma plantação de café a cerca de 200 quilómetros, em linha recta, para Leste do local onde estávamos. Nos tempos livres, o senhor Paul gostava de caçar nas florestas ao longo do Rio Uéle. O senhor Paul diz que, um dia, matou um símio com quase 1 metro e 80 de altura... um símio que, segundo o relato dos seus batedores, atacava os humanos.
Ora, um símio mau, que atacava pessoas, com 1 metro e 80 de altura, que defende o território contra seres humanos é… um gorila. Estas características físicas e comportamentais são próprias dos gorilas.
Para tentar verificar essa história precisámos de viajar 500 quilómetros através da floresta e da savana. A pé, seria uma viagem interminável. Na região havia duas motas. Uma era do grego Nikolaos, que vivia em Bili. A outra era a do chefe Selassié. Niko emprestou-nos a dele e aluguei a de Selassié… a 100 dólares por dia! O homem ficou rico… assim como também ressuscitei o negócio da venda de combustível de um tipo que tinha um bidão de 100 litros fechado há 10 anos. Só para abrir o bidão foi preciso muito engenho e arte. E a gasolina para as motas custou-me 7 dólares e meio o litro, depois de muita negociação. São as desvantagens de se negociar com um monopolista… Só uma parte do percurso foi feita em estradas de terra batida. Muitos quilómetros foram percorridos em trilhos feitos por animais que atravessam as florestas e as savanas do Norte do Congo. Uma viagem impossível se tivesse de ser feita na época das chuvas. Mesmo assim, atravessar pântanos e leitos lodosos de rios já quase sem água, não foi tarefa fácil...

3 comentários:

Su disse...

vim cá ter....e gostei do que li
voltarei

jocas maradas

Isabela disse...

Não gosto deste Paul van Keerkevoorde porquê?

Alugaste a mota do chefe por 100 dólares/dia e compraste gasolina a 7,5/litro. No entanto, o grego emprestou a dele.
Só quero repetir isto, mais nada. Depois, no final da história, pronuncio-me.

dakidali disse...

Estou desejosa de saber como acaba essa aventura. Que coragem...
Beijinhos

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Jornalista; Licenciado em Relações Internacionais; Mestrando em Novos Média

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