
Esta expedição só foi possível devido ao empenho pessoal deste fotógrafo da vida animal. Ammann, há muitos anos que persegue este sonho de encontrar o gorila perdido… o Gorila Uelensis, como foi classificado no século XIX. Um animal visto e referenciado diversas vezes, nos últimos 200 anos, mas que parece, agora, estar definitivamente desaparecido.

A expedição chegou ao fim. Foi uma grande aventura, como viram, mas a floresta guardou bem os seus segredos. Há falta de melhores provas, os cientistas protegeram-se numa negativa cautelosa... “em princípio não há nada de especial”… Mas ninguém conseguiu ver o animal que deixa aquelas pegadas tão grandes e que faz aquelas camas de folhas no chão... “Em princípio não há nada”, mas o povo continua a falar dos grandes símios que por ali vivem…
O acampamento ficou vazio.

7 comentários:
Acredito. Um pedaço da alma... que fica nestes escritos também. Obrigada pela partilha. :)
Vou reconstruir este final ao meu gosto: o gorila está lá, mas não se deixa ver.
Acho que faz muito bem. Eu também me esconderia dos humanos.
Isabela, por acaso eu próprio acredito nisso. Na Nigéria, o país mais populoso de África, onde só subsiste uma pequena parcela de floresta, descobriram só nos anos 70 uma sub-espécie de gorila da planícia, que ninguém sabia existir. Ora, num espaço como este, no norte do Congo, é bem possível que eles andem por lá. Até porque esta expedição apenas viu, e mal, uma pequena parte da floresta.
Sabe, Carlos que, com este relato, eu também fiz a expedição?
Quanto ao gorila, como diz uma anedota antiga, ele ainda vai mandar um postalinho, fazer um telefonema ou quiçá ou e-mail. O seu amigo cientista que não desespere.
"Deixei lá um pedaço da alma."
... e deixaste em nós um pedaço de ti.
Obrigada.
Depois de ler este post lembrei-me de Digit e da história Dian Fossey, investigadora da National Geographic. bem lá no fundo espero que a existência deste animal nunca se revele ...
Só uma questão: Este grupo de trabalho foi o mesmo que acompanhou a bióloga e especialista em primatas Shelly Williams do Jane Goodall Institut de Maryland?
Parabéns pelo blog!
Não Sipo, embora alguns destes biólogos tenham estado na génese dos estudos de Jane Goodal.
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